“O Condepe mudou minha vida ao abrir um mundo científico para mim”

27 fev 2020

“O Condepe mudou minha vida ao abrir um mundo científico para mim”

A Professora de Enfermagem do Senac e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Marilucia Marcondes foi uma das vencedoras do concurso de Trabalhos Científicos do Congresso e viajou para os EUA para conhecer simuladores de alta fidelidade

Chegando à sua 3ª edição, em 2020 o Condepe realizará novamente a avaliação de trabalhos científicos. Os autores dos trabalhos selecionados poderão apresentar sua pesquisa no Congresso e ainda concorrer a um grande prêmio: uma viagem para Miami, nos Estados Unidos, para conhecer a sede da Gaumard, uma das maiores empresas do mundo na área de simuladores de alta fidelidade. Para a Dra. Renata Pietro, Presidente do COREN-SP e membro da Comissão Julgadora, é fundamental apoiar e incentivar os trabalhos científicos na Enfermagem: “A pesquisa é uma forte aliada para promover mudanças significativas no processo de trabalho, pois é possível conhecermos como os profissionais estão aplicando a teoria na prática”, afirma.

Marilucia na sede da Gaumard, nos EUA

O incentivo à pesquisa também pode fazer toda a diferença na trajetória profissional, abrindo novas oportunidades de carreira e desenvolvimento. Foi o que aconteceu com a professora de Enfermagem Marilucia Marcondes, que ensina no Senac e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Ela foi uma das vencedoras da premiação de Trabalhos Científicos na última edição do evento e afirma que o Condepe mudou sua vida, abrindo todo um mundo científico para ela. “Primeiro de tudo, o Condepe é um evento científico com foco na Enfermagem que promove o desenvolvimento profissional e acadêmico não só para o Enfermeiro, como também para o Técnico e o Auxiliar. Quando apresentei meu trabalho me senti ouvida e valorizada. Quis participar do Condepe e do prêmio de trabalhos científicos do Congresso porque eu sabia que esse evento atendia meu público-alvo, justamente os Técnicos e Auxiliares, dando espaço e visibilidade a estes profissionais. Pude indicar o Condepe para meus alunos do curso técnico também, e isso foi fantástico”, diz Marilucia.

Segundo ela, a experiência foi puro aprendizado e um momento de aprimoramento profissional. Na viagem, Marilucia visitou um centro de simulação de tecnologia de ponta, manipulou os aparelhos e adquiriu mais conhecimento científico, além de conhecer professores de instituições de ensino locais, como Miami Dade College e Ana G. Mendez University. “Eu nunca teria uma oportunidade como essa se não fosse pelo Condepe. Nós ainda vimos algumas práticas com instrutores e universitários e visitamos o hospital simulado completo da Miami Dade College, que conta com atendimento obstétrico e até ambulância”, conta.

Marilucia na Flórida

A professora explica que, apesar de o Senac já possuir simuladores, a visita à Gaumard e às universidades americanas trouxeram a ela uma visão mais crítica e analítica com novas ideias para trabalhar a simulação realística com os alunos, trazendo melhorias para suas aulas e também para a própria faculdade: “Teremos uma nova reformulação de laboratório para atender essa necessidade”, afirma. “Além disso, eu fui a primeira docente premiada da equipe e isso fortaleceu nossa visão de professores, valorizando e dando visibilidade à nossa produção de conhecimento científico. Eu nunca tinha ido para os EUA, e foi minha segunda viagem de avião. Sou uma mulher negra vinda da periferia, então poder fazer faculdade, mestrado e viajar para o exterior a trabalho foram coisas que me fortaleceram muito enquanto pessoa e profissional. Esse prêmio mostra que a gente nunca pode desistir de nada nessa vida”, conclui a professora.

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